sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cefaléia.

           Cefaléias são dores de cabeça que podem se propagar pela faca e atingir os dentes e o pescoço. Sua origem está associada a fatores como tensão emocional, distúrbios visuais e hormonais, hipertensão arterial, infecções, sinusite, etc. A enxaqueca é um tipo de cefaléia que ataca periodicamente a pessoa e caracteriza-se por uma dor latejante, que geralmente afeta metade da cabeça. As enxaquecas são frequentemente acompanhadas por fotofobia (aversão à luz), distúrbios visuais, náuseas, vômitos, dificuldade em se concentrar, entre outros efeitos.

A Doença de Alzheimer.

     A doença de Alzheimer  é a forma mais comum de demência, sendo responsável por dois terços dos casos de pacientes com mais de 60 anos, afetando duas vezes mais mulheres do que homens. As primeiras manifestações incluem perda de memória temporária e incapacidade de tomar decisões. Esses sintomas agravam-se com a progressão da doença e o paciente torna-se incapaz de reter novas informações e de manter relacionamentos sociais saudáveis; os últimos estágios são caracterizados por completa perda das capacidades de aprender, falar e controlar as diversas funções corporais. Os pacientes perdem neurônios encefálicos e, à medida que doença progride, o encéfalo torna-se menor e mais leve. Existem diversas formas da doença de Alzheimer, estando algumas delas relacionadas com variações genéticas.

Coreia de Huntington e Doença de Parkinson.

     A coréia de Huntington  é bem mais rara do que a doença de Alzheimer, afetando cinco em cada 100 mil pessoas. É uma doença hereditária que atinge igualmente homens e mulheres e começa a manifestar-se por volta dos 40 anos de idade. Seus sintomas são demência e movimentos corporais anormais incontrolados (coréia); o paciente não sobrevive mais do que 20 anos após o início dos sintomas.
     A doença de Parkinson caracteriza-se por tremores corporais incontroláveis, rigidez corporal, lentidão e dificuldade de locomoção. Essa doença afeta cerca de 187 em cada 100 mil pessoas, sendo ligeiramente mais frequente em homens do que em mulheres. Os sintomas começam a se manifestar mais comumente a partir dos 60 anos de idade, mas ocasionalmente podem surgir em pessoas com até cerca de 30 anos. Os pacientes afetados por essa doença apresentam alterações nos neurônios de importantes centros motores do cérebro, com acentuada redução na quantidade de dopamina, substância neurotransmissora fabricada nesses locais.

Doenças Infecciosas do Sistema Nervoso.

      Diversos tipos de vírus podem atingir as meninges (membranas que envolvem o sistema nervoso centra), causando as meningites virais: se o encéfalo for afetado, fala-se em encefalite; se a medula espinal for afetada, fala-se em poliomielite. Os sintomas da infecção viral dependem da região atingida e do tipo de vírus, e incluem febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, rigidez da nuca (no caso das meninges) e paralisia (no caso da poliomielite). 


Meningites, Malária e Cisticercose Cerebral.


     Infecções bacterianas também podem causar meningites. As principais bactérias causadoras de meningite são Neisseria meningitides (responsável pelos surtos epidêmicos) e Hemophilus influenza. Embora sejam mais comuns em crianças, as meningites bacterianas também podem atingir pessoas adultas. Os sintomas são semelhantes aos das meningites virais, porém mais graves, podendo levar ao estado de coma e à morte. As meningites podem ser prevenidas pela vacinação e tratadas com antibióticos.
     O protozoário Plasmodium falciparum pode causar a malária cerebral, que se manifesta em cerca de 2% a 10% dos portadores do parasita. Destes, cerca de 25% morrem em consequência da infecção cerebral.
      A tênia, um verme platelminto, pode atingir o cérebro causando cisticercose cerebral. A pessoa adquire a doença pela ingestão de alimentos contaminados com os ovos da tênia. A larva do verme, ao sair do ovo, atravessa a parede intestinal e penetra na circulação sanguínea, tornando possível a formação de cistos no cérebro. A cisticercose cerebral pode provocar sintomas semelhantes aos dos ataques epilépticos, com desmaios e convulsões.
 

Fisiologia e Classificação das Células Sensoriais.

     A capacidade de perceber o ambiente depende de células altamente especializadas denominadas genericamente células sensoriais. Há células sensoriais espalhadas pelo corpo e concentradas nos chamados órgãos dos sentidos. Essas células e órgãos especializados na percepção das condições internas e externas ao corpo constituem os sentidos. 
     Apesar de captarem estímulos tão diversos como luz, som, pressão, temperatura, substâncias, etc., os vários tipos de células sensoriais funcionam de maneira muito semelhante. Um estímulo específico altera a permeabilidade da membrana plasmática da célula sensorial, gerando potenciais de ação que são transmitidos aos nervos e conduzidos, na forma de impulsos nervosos, até o sistema nervoso central.
      Os impulsos nervosos gerados por um feixe de luz que atinge os olhos ou pela vibração do ar que chega às orelhas são basicamente semelhantes; somente quando atingem as áreas cerebrais responsáveis, nesse caso, pela visão e pela audição, é que esses impulsos são interpretados como sensações visuais e auditivas. Assim, quem efetivamente vê e ouve é o cérebro, e não os olhos e as orelhas.

Exteroceptores, Proprioceptores e Interoceptores.

     Muitos tipos de célula sensorial são especializados em captar estímulos provenientes do meio ambiente. Essas células, genericamente chamadas de exteroceptores, estão presentes nos órgãos responsáveis pelo paladar, olfato, audição, visão e tato. Certos tipos de exteroceptores, conhecidos como quimioceptores, são tidos como os responsáveis pelo paladar e pelo olfato, são estimulados quando as moléculas de substâncias específicas encaixam em proteínas receptoras existentes na superfície de sua membrana celular. Esse mecanismo é conhecido como sistema chave-fechadura, pois a molécula da substância que estimula a célula precisa encaixar-se perfeitamente nos receptores da membrana, como uma chave em uma fechadura.
     Certas células sensoriais são especializadas na captação de estímulos internos ao corpo, constituindo os chamados proprioceptores e interoceptores. Os proprioceptores localizam-se nos músculos, tendões, articulações e órgãos internos, e sua função é informar o sistema nervoso central sobre a posição dos braços, das pernas e da cabeça em relação ao resto do corpo. Os interoceptores percebem condições internas do corpo como a composição do sangue, o pH, a pressão osmótica, a temperatura, etc., o que nos permite sentir sede, fome, frio, náuseas e dor, por exemplo.