sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tálamo e Hipotálamo.

O tálamo e o hipotálamo, localizados embaixo do cérebro, originam-se do diencéfalo embrionário. O tálamo compõe-se de duas massas ovóides de substancia cinzenta encaixadas na base do cérebro. Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes dos receptores de olfato, passam pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. Acredita-se que a região talâmica atue como uma estação integradora e retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral, sendo responsável por seu direcionamento ás áreas apropriadas do cérebro, onde devem ser processadas. O tálamo também exerce um papel importante na regulação do estado de consciência, alerta e atenção.
O hipotálamo é uma estrutura do tamanho aproximado de um grão de ervilha, localizado sob o tálamo. Apesar de relativamente pequeno, ele é uma região encefálica importante na homeostase corporal, isto é, no ajuste do organismo ás variações externas. Por exemplo, é o hipotálamo que controla a temperatura corporal, o apetite e o equilíbrio hídrico do corpo, além de ser o principal centro de expressão emocional e do comportamento sexual. O hipotálamo faz também a integração entre os sistemas nervoso e endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas produtoras de hormônios.


Mesencéfalo e Ponte Cerebral.

O mesencéfalo este envolvido na recepção e coordenação de informações sobre o grau de contração dos músculos e sobre a postura corporal.
A ponte, originada do metencéfalo embrionário, é constituída principalmente por fibras nervosas que ligam o córtex cerebral ao cerebelo. Nessa região encefálica também há centros coordenadores da movimentação dos olhos, pescoços e do corpo em geral. Além disso, a ponte participa da manutenção da postura correta, no equilíbrio do corpo e no tônus muscular (músculos).
O cerebelo, também originado do metencéfalo embrionário, fica encaixado entre a parte posterior do cérebro e a ponte. Ele conecta-se ao tálamo, ao tronco encefálico e á medula espinal por inúmeras fibras nervosas. O cerebelo recebe informações de diversas partes do encéfalo e da medula espinal sobre a posição das articulações e o grau de estiramento dos músculos, bem como informações auditivas e visuais; com base nelas, ele coordena os movimentos e orienta a postura corporal. Quando uma parte do corpo se movimenta, o cerebelo coordena a movimentação das outras partes corporais para manter o equilíbrio. É graças a ele que podemos realizar ações altamente coordenadas e complexas como andar de bicicleta, jogar tênis ou tocar violão.

Bulbo Raquidiano.

 O bulbo raquidiano ou medula oblonga, originário do mielencefálico embrionário, é a última porção do encéfalo, constituindo a parte dilatada localizada na base do troco encefálico. Ela contém importantes centros controladores das funções vitais, como os que regulam os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios.

Medula Espinal.

A medula espinal é um cordão cilíndrico com cerca de 1 cm a 1,7 cm de diâmetro que parte da base do encéfalo e percorre quase toda a coluna vertebral, alojada no canal formado pelas perfurações das vértebras. Ela é revestida por três meninges e tem um canal interno, preenchido por líquido cefalorraquidiano, que também preenche o espaço entre as duas meninges mais internas. Esse líquido tem a função de amortecer os eventuais choques do encéfalo e da medula espinal contra os ossos que os envolvem.
A medula espinal atua, por um lado, como uma estação nervosa retransmissora: a maioria das informações colhidas nas diversas partes do corpo chega primeiramente até ela, para só então serem conduzidas ao encéfalo. Por outro lado, a maior parte das ordens elaboradas no encéfalo passa pela medula antes de chegar a seus destinos. Além de intermediar a comunicação do corpo com o encéfalo, a medula espinal também elabora respostas simples para certos estímulos. Por exemplo, é ela que coordena a resposta de retirar a mão rapidamente ao tocar um objeto muito quente, para evitar ou diminuir uma eventual queimadura. As respostas medulares permitem ao organismo reagir rapidamente me situações de emergência, antes mesmo que a informação chegue ao cérebro e o indivíduo tome consciência do que está ocorrendo.

Sistema Nervoso Periférico (SNP).

      Nervos são fios finos e esbranquiçados, formados pela união de vários axônios, que partem do encéfalo e da medula espinal, ramificando-se e atingindo todas as regiões do corpo e gânglios nervosos são pequenas dilatações que contém corpos celulares de neurônios, cujos prolongamentos formam os nervos.
     De acordo com os tipos de neurônios que apresentam , os nervos podem ser classificados em sensitivos ou aferentes, motores ou eferentes e mistos. Costuma-se classificar os nervos também de acordo com a região do sistema nervoso central à qual estão unidos: nervos ligados ao encéfalo são chamados de nervos cranianos, e nervos ligados à medula são chamados de nervos raquidianos ou espinais.
     Os nervos cranianos conectam o encéfalo a órgãos dos sentidos e a músculos, principalmente da região da cabeça; os nervos raquidianos conectam a medula espinal a células sensoriais e a músculos das diversas partes do corpo.
     Os nervos raquidianos comunicam-se com a medula espinal passando por espaços que há entre as vértebras. A cada espaço invertebral há um par de nervos raquidianos, um de cada lado da coluna vertebral. Cada nervo liga-se à medula por dois conjuntos de fibras nervosas, denominadas “raízes” do nervo. Uma das raízes de um nervo raquidiano liga-se à parte dorsal da medula (raiz dorsal), e a outra se liga à parte ventral da medula (raiz ventral).


     A raiz dorsal de um nervo raquidiano é formada somente por neurofibras sensitivas, enquanto a raiz ventral é formada somente por neurofibras motoras. Assim, se a raiz dorsal de um nervo espinhal for lesada, a parte do corpo inervada perderá a sensibilidade, sem sofrer paralisia muscular. Por outro lado, se houver lesão na raiz ventral de um nervo espinhal, ocorrerá paralisia dos músculos inervados, porém sem perda das sensações de pressão, temperatura, dor, etc. o vírus da poliomielite, por exemplo, causa lesões na raiz ventral (motora) dos nervos espinhais; sem a devida estimulação nervosa, os músculos atrofiam e a pessoa perde parte da atividade dos membros atingidos.
     Na raiz dorsal de cada nervo raquidiano há um gânglio espinal, no qual se localizam os corpos celulares dos neurônios sensitivos. Os corpos celulares dos neurônios motores ficam dentro da medula, onde constituem uma substância cinzenta medular.

Respostas Reflexas Medulares.

As respostas elaboradas diretamente pela medula, sem interferência do encéfalo, são chamadas de respostas medulares reflexas. Uma delas é o reflexo patelar, testado pelo médico ao bater com uma espécie de martelinho no joelho do paciente. Nesse reflexo tomam parte apenas dois tipos de neurônio: um sensitivo, que recebe a batida e leva o impulso nervoso até a medula espinal, e outro motor, que conduz o impulso medular até o músculo da coxa, provocando sua contração.
A maioria das respostas reflexas medulares é, no entanto, mais complexa que o reflexo patelar e envolve um terceiro tipo de neurônio, denominado neurônio associativo. Este se localiza no interior da medula espinal e faz conexão entre o neurônio sensitivo e o neurônio motor participantes da resposta reflexa. Nessa via nervosa reflexa, o impulso que atinge a medula pelo neurônio sensitivo é transmitido ao neurônio associativo, e deste ao neurônio motor, que conduz a resposta ao músculo. Além de estimular os neurônios motores responsáveis pela ação reflexa, o neurônio associativo também estimula outros que conduzem impulsos ao encéfalo, permitindo a tomada de consciência do ocorrido.

Distúrbios do Sistema Nervoso.

Um distúrbio grave do sistema nervoso é o Acidente Vascular Cerebral, que pode ser causado pela obstrução de uma artéria, com conseqüente falta de irrigação de uma área do cérebro, ou por uma ruptura arterial com derrame de sangue. Os neurônios nutridos e oxigenados pela artéria atingida podem morrer, o que leva a uma lesão neurológica irreversível. Os sintomas de um AVC dependem da localização e extensão da área afetada.
            Alguns dos fatores que predispõem ao AVC são: pressão arterial elevada, taxa elevada de colesterol no sangue, obesidade, diabetes melito, uso de pílulas anticoncepcionais e tabagismo.